acho que nem me lembro do cheiro-cravo deste poeta insosso incrivelmente louco, genial e simples.
Encontrei-o, em algum momento, cantando uma música sobre o assassinato do super-man, enquanto fazia poemas num bloquinho de notas feio e displiscente.
Me pedia que analisasse seus poemas, como se eu [ uma rosa boba e pálida] tivesse qualquer poder de critica, enquanto, entre um poema e outro, me passava, num papel do bloquinho, seu telefone e dizia: "me liga".
Ele nem se lembra.
Como bom poeta que é, fez de tudo alguns versos, fumou um baseado, tomou um drink e arranjou outra caneta.
Ainda assim, tanto faz, sempre que bebo uma cerveja: me encosto no muro e fico esperando um dèjá vu, que jamais virá.
E, ainda assim, sabendo que não virá, exatamente por saber que não virá, construo outros mundos, vivo outros cheiros e sonho outros sonhos. Que me contentam, me alimentam e me empolgam. Mesmo que eu jamais pare de olhar o meu celular, esperando um torpedo bobo pronpondo finais absurdos ao final da novela, um "boa noite", ou, simplesmente, uma questão de trabalho para ser resolvida às duas da manhã.
Ainda assim, essa saudade insaciável guardarei entre as minhas pétalas e suspiros, calada, prefiro.
Pois prefiro que jamais saiba, meu querido poeta, que essa carta é pra você, desfazendo, por isso, tudo o que disse, re-dizendo outra coisa, findando esse desejo infindo. E o faço pelo bem de minhas pétalas e pelo frescor de vossos versos.
E, sem mais, me despeço.
Encontrei-o, em algum momento, cantando uma música sobre o assassinato do super-man, enquanto fazia poemas num bloquinho de notas feio e displiscente.
Me pedia que analisasse seus poemas, como se eu [ uma rosa boba e pálida] tivesse qualquer poder de critica, enquanto, entre um poema e outro, me passava, num papel do bloquinho, seu telefone e dizia: "me liga".
Ele nem se lembra.
Como bom poeta que é, fez de tudo alguns versos, fumou um baseado, tomou um drink e arranjou outra caneta.
Ainda assim, tanto faz, sempre que bebo uma cerveja: me encosto no muro e fico esperando um dèjá vu, que jamais virá.
E, ainda assim, sabendo que não virá, exatamente por saber que não virá, construo outros mundos, vivo outros cheiros e sonho outros sonhos. Que me contentam, me alimentam e me empolgam. Mesmo que eu jamais pare de olhar o meu celular, esperando um torpedo bobo pronpondo finais absurdos ao final da novela, um "boa noite", ou, simplesmente, uma questão de trabalho para ser resolvida às duas da manhã.
Ainda assim, essa saudade insaciável guardarei entre as minhas pétalas e suspiros, calada, prefiro.
Pois prefiro que jamais saiba, meu querido poeta, que essa carta é pra você, desfazendo, por isso, tudo o que disse, re-dizendo outra coisa, findando esse desejo infindo. E o faço pelo bem de minhas pétalas e pelo frescor de vossos versos.
E, sem mais, me despeço.
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