sexta-feira, 2 de novembro de 2012

sobre as comidas favoritas e a saudade de casa...


       A algum tempo tenho refletido sobre aquelas comidas que temos referência como as nossas preferidas. Venho sempre percebendo que elas têm uma ligação com aquilo que almoçávamos aos domingos.
Kaspar Hauser, no filme do Herzog, preferia pão seco e água a uma sopa, porque era aquilo que lhe tinham oferecido por toda a infância. Eu, do meu lado, adoro o cozido da carneiro da minha avó, o carreteiro, o arroz com galinha e o macarrão parafuso com lingüiça da minha mãe, além do churrasco do meu pai; aos domingos e sábados a tarde, gosto de comer bolo quentinho com refrigerante sem gás que sobra do almoço e às 5h da tarde, gosto de sentir cheiro de chimarrão, cuscuz e café, mesmo que vá jantar iogurte ou miojo.

     Cada um com suas memórias de paladar e olfato percebi – observando as minhas - uma que me parece um tanto peculiar e especial, o gosto pelas pizzas de supermercado.
Morando em uma grande metrópole, aprendi a comer pizza de sabores que nem imaginava, aprendi a comê-las com azeite, sem Catchup e sem mostarda. Dentre tantas pizzas de qualidade, em forno à lenha ou pedra mineral, quase não me lembrava das pizzas de supermercado.

     Até que hoje, fui ao mercado, a fila enorme, a fome batendo e decidi comprar uma e não era de caixa da sadia ou perdigão, era aquela do mercado mesmo, numa bandejinha de isopor, com plástico por cima e 4 fatias de salame.

      Aqueci por alguns minutos no forno e pronto, eis ali o gosto sublime da saudade da infância da família e de casa. A pizza mais gostosa, por que era a pizza que comia nos domingos em que meus pais iam fazer compras no mercado. Um almoço rápido, para aquecer ao forno enquanto guardávamos as compras no armário. Almoço com gostinho e encanto que só temos na infância. E, portanto, por mais que sem requinte, um dos almoços favoritos e mais amados.

        Viva a pizza de supermercado!

1 comentários:

Geovane Barone disse...

Seu texto me fez lembrar do empadão de frango e do café da minha mãe e do angu com couve da minha avó. uhn, isso dá fome!

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