Depois daquele dia em que passou blush,
batom e rimel, ninguém mais segurou a rosa pálida. Pouco se ouviu dela, estava sempre lá, rodeada de cravos.
Passou a ter espinhos em todo o seu
talo que poderiam ser lançados à distancia, qualquer tentativa de
ser ameaçada.
Só que o mesmo espinho que protege,
fere. Desferir espinhos a qualquer ameaça fez com que eles chegassem
mais rápido que o raciocinio, que a lógica, antes mesmo de ter
certeza do quão ameaçadora era a tal “ameaça”.
Sozinha ficou a rosa pálida, de tanto
desferir espinhos àqueles que chegavam perto.
Está pálida de novo? Foi o que
percebeu ao olhar-se no espelho, tadinha.
Que fazer agora? Se, de tão corada,
não consegue controlar quem será atingido seus próprios espinhos?
0 comentários:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.