domingo, 25 de novembro de 2012

voltando a refletir sobre rosas pálidas...


Depois daquele dia em que passou blush, batom e rimel, ninguém mais segurou a rosa pálida. Pouco se ouviu dela, estava sempre lá, rodeada de cravos.
Passou a ter espinhos em todo o seu talo que poderiam ser lançados à distancia, qualquer tentativa de ser ameaçada.
Só que o mesmo espinho que protege, fere. Desferir espinhos a qualquer ameaça fez com que eles chegassem mais rápido que o raciocinio, que a lógica, antes mesmo de ter certeza do quão ameaçadora era a tal “ameaça”.
Sozinha ficou a rosa pálida, de tanto desferir espinhos àqueles que chegavam perto.
Está pálida de novo? Foi o que percebeu ao olhar-se no espelho, tadinha.
Que fazer agora? Se, de tão corada, não consegue controlar quem será atingido seus próprios espinhos?

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