domingo, 31 de outubro de 2010

Outro conto bobo da Rosa Pálida

De tão pálida que era a rosa.
Era boba, inocente.
E, para ela, só havia um jeito:
ela só queria vê-lo.
por mais difícil que parecesse.
ela só queria senti-lo, por mais estranho que isso fosse.
criou um desejo oculto, platonico, absoluto.
e, portanto, irreal, cansado, desnudo.
Nada além disso, ela só queria vê-lo.
sentir o cheiro, um abraço por trás.
talvez um beijo.
de mais a mais, já não contava que pudesse haver nada além de "oi".
sabia que era impossivel.
além do mais
não tinha qualquer chance.
mas o sentimento era tão distante,
tão conformado
tão bobo
tão ingenuo.
que, apesar de tudo, apesar de tudo dizer para ela desistir,
ela insistiu que queria vê-lo.
nem que fosse de longe.
nem que fosse secreto.
Ela só queria vê-lo.
E não conaseguiu.
sem rimas,
sem reticências.
sem medo.

1 comentários:

Geovane Barone disse...

Que Rosa triste! esta Rosa era para estar feliz. Imagine-a conesguindo vê-lo... Será que a Rosa não ficaria mais bonita?

PS: detalhe técnico - o conesgui está escrito errado: conaseguiu.

Bjs.

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