Tenho medo de perder.
E, por medo de perder, tive sempre.medo de esperar.
E, tendo medo de esperar, pelo medo de, depois de esperar, ver tudo aquilo.que pensei derreter entre os dedos,desenvolvi um medo absurdo de não fazer nada.
Desse medo absurdo de não fazer nada, decidi cortar as pausas. Tudo correu tão rápido que sobrou um tempo enorme pra viver.
Foi então que percebi que cortando as pausas eu cortei tudo o que ela continha, perdi o riso contido na pausa e também o sono. E, com a perda do sono perdi também o que o sono continha: o sonho.
E sem sonhar, fiquei seca e, estando seca, despetalei.
Despetalada, mesmo com tempo em sobra, terminei aí.
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