quinta-feira, 10 de julho de 2014

para as palavras que se foram

As palavras me foram roubadas. Vejo-as ali! Ali! Agora ali! Depois lá atrás e agora láaaa na frente! Droga! Perdi de novo! Lá se foi um quase texto que morreu antes de me emudecer.
Vomitei-o para dentro e agora me corrôo as entranhas, feito amor não revelado.
Onde estão os poemas perfeitos que não me saltam à boca?
Talvez a causa seja o excesso, afinal, não se escreve quando se vive.
E não se vive apenas de excessos.
É o que digo, meus versos:
Se não te roubaram,
Para me livrar da breguisse,
Perderam-te.

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