O inexorável dói nas entranhas daquela que se recusa a assumir um mal secreto.
Cheio de lágrimas e reticências, duvidas algozes que destroem o construído, sem perceber, distraído.
No fundo a esperança pálida ainda existe. Sonhando ser acordada por um toque que arrepie, aproxime e embranqueça ainda mais a rosa agora pálida e vestida.
Contudo a esperança não passa de um sentimento parco. Que não se fundamenta, não se teoriza, não se realiza.
Há apenas a memória de um cheiro estridente, alguns toques e um desejo outrora persistente.
Uma duvida, dada por uma respiração que se deu, a mais ou a menos.
Mas a Rosa, que sonha ser desnudada, não fará nada.
Ainda que houvesse provas, possivelmente, não faria nada.
Porque o mundo é pequeno, a vida é curta.
A Rosa é pálida...
1 comentários:
Palavras com o lirismo de Cecília Meireles,a metafísica e a acidez de Clarisse Lispector e a realidade metafórica de Carlos Drummond de Andrade.
Parabéns linda menina! Rosa viva!
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